O melhor do teatro está aqui

1

O fascínio das crianças por uma drag queen contadora de histórias

Sinopse

Helena Black, criação do ator e educador Paulo Reis, comemora nove anos de trajetória, inclusive internacional, com uma programação gratuita especial de fábulas e contos de fadas, no átrio festivo do Sesc Belenzinho até metade de setembro

Por Dib Carneiro Neto (publicada em 21 de agosto de 2026)

Helena Black, a drag queen brasileira contadora de histórias interpretada pelo ator e educador Paulo Reis, escolheu o Sesc Belenzinho para comemorar seus nove anos de histórias para toda a família. Vai ser uma festa. A partir deste sábado, dia 22, e até 13 de setembro, ela se instala no vistoso Átrio, que fica no térreo da unidade, e chama o público para sua aventura – sempre gratuita – povoada de bonecos, fábulas e magia. Ela é uma caixeira-viajante, que vai tirando elementos de sua mala e construindo suas narrativas, também com auxílio de trilha sonora. 

Com o lema “celebrar a educação é o maior legado de um educador”, Helena já passou, entre outros espaços, pela Bienal do Livro de 2022 e 2024, pelo Centro Cultural Banco do Nordeste em Fortaleza, pelas Bibliotecas Municipais de São Paulo e fez performance na Casa Mídia Ninja, em Lisboa, Portugal. Paulo Reis explica por que adota esse lema ligado à educação: “Eu fui uma pessoa salva pela educação. Acredito na transformação que ela produz em nós como seres humanos. Celebrar é garantir a continuidade da democracia do amor e do afeto entre as pessoas.” 

As histórias que Helena Black vai contar são: A Princesa e a Costureira (de Janaína Leslão), sobre o conceito de diversidade; A Grande Arvore (da mesma autora), sobre adoção; Meu Avó Samantha (inspirada em livro de Cláudia Nao), sobre o conceito de etarismo, além de várias fábulas de Esopo (organizadas por Russel Ash e Bernard Higton), como A Gralha Vaidosa. A Reunião Geral dos Ratos, O Sapo e o Boi e A Lebre e a Tartaruga.

 “Os temas que escolho para minha drag”, relata Paulo, “sempre trazem a importância da oralidade em nossa sociedade e, junto com ela, vem o amor, o respeito e o afeto, sempre abordados. Todo o meu repertório começa e termina na mesma ideia: sem amor o mundo não tem como continuar.” O fato de a contadora ser drag influencia de alguma forma no resultado do trabalho?

Helena Black em Contação de histórias: Bonecos, Fábulas e Magia. Foto Andressa Santos

Paulo garante que sim. Ele diz: “Eu costumo dizer para os contratantes de histórias que eu sou o cenário, o figurino, a luz e a ribalta.  A drag queen é completa nesse quesito. A Helena ajudou o Paulo em cena, na confiança na força e na coragem de ‘estar’.  O meu trabalho começa quando eu me levanto e vou para o meu camarim me maquiar. Tudo isso influencia no resultado final, que hoje não dura os três minutos de um show drag, mais sim os 60 minutos de histórias”.

Mas nem tudo são flores na trajetória. Ele contabiliza dificuldades e desafios nesses quase dez anos de Helena Black. “A aceitação foi o maior desafio”, relata. “Mesmo ocupando alguns lugares, eu tive sempre de provar que Helena Black não é um trabalho sexualizado, ofensivo e desrespeitoso. O fato de eu ser professor, antes de ser drag queen, foi o que me ajudou muito a chegar onde estou. E, quando acreditei que o que eu estava fazendo era algo transformador, transformei-me junto.” 

Serviço

Contação de histórias: Bonecos, Fábulas e Magia

Sesc Belenzinho – Átrio. Rua Padre Adelino, 1.000

22 e 23/08/2026 – A Princesa e a Costureira
29 e 30/8 – A Grande Árvore
05, 06 e 07/9 – Fábulas de Esopo
12 e 13/9 – Meu Avó Samantha

16h. Grátis

[acf_release]
[acf_link_para_comprar]

Ficha Técnica

[acf_ficha_tecnica]

Serviço

[acf_servico]