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Trapalhadas de um faxineiro bem palhaço

Sinopse

Em cena no Teatro João Caetano, Erickson Almeida mais uma vez dará vida ao personagem Herolino, que apronta todas ao tentar exercer seu nobre, porém invisível, ofício de diarista de limpeza

Por Dib Carneiro Neto (publicada em 31 de julho de 2026)

Premiado com o Troféu Picadeiro 2024 como melhor peça infanto-juvenil de circo, Herolino, O Faxineiro, espetáculo solo do ator, palhaço e acrobata Erickson Almeida, faz nova temporada de 1.º a 30 de agosto, aos sábados e domingos, às 16h, no Teatro João Caetano.

O espetáculo estreou em 2023 e segue fazendo sucesso por onde passa. Sem uso de palavras. O lance é tirar proveito da tradição da comédia física, com os tropeções e tombos de palhaço, para contar uma história divertida, que celebra o circo e inunda o palco de acrobacias, equilibrismos e malabarismos. Roteiro, atuação e trilha sonora são de Erickson, que chamou para dirigi-lo o ator, palhaço, bailarino e encenador nordestino, com muito orgulho, Ronaldo Aguiar.

“Em sua essência, a montagem destaca a tradição do circo ao apresentar um alto grau de complexidade física, incorporando elementos fundamentais do gênero, como o risco e a superação de limites, exemplificados pela execução de números musicais com o bandolim, realizados durante uma parada de cabeça”, explica o dedicado diretor. “O espetáculo é fruto de uma pesquisa profunda sobre a palhaçaria clássica, na qual o corpo do artista se constitui, primordialmente, como um corpo acrobático. Essa escolha estética direciona a encenação tanto para teatros quanto para espaços não convencionais, onde a iluminação valoriza uma dramaturgia de circo.”

Erickson Almeida no infantil Herolino, O Faxineiro. Foto Ariane Artioli

“Pelo retorno que tenho ouvido e sentido, o riso vindo da plateia, os momentos de quedas, tropeços e conflitos com os objetos são os que mais prendem a atenção do público”, conta Erickson. Sobre já ser um espetáculo com prêmio na bagagem, ele diz: “É muito legal quando o trabalho de toda a equipe é reconhecido por meio de uma premiação. Isso nos fortalece para continuar na luta e manter o trabalho vivo e em cena”.

A escolha, para o solo, de um personagem que é profissional da limpeza foi um grande achado, que muito direcionou as escolhas dramatúrgicas. Erickson comenta: “O grande objetivo é colocar o holofote e dar o papel de protagonista para um trabalhador que é invisível no dia a dia, mas totalmente essencial para o bem-estar da sociedade. A história é toda construída em cima de quedas, tropeços, acrobacias e muita confusão com os objetos de cena. Nossa inspiração veio, em grande parte, do circo de lona clássico e do cinema mudo, onde o palhaço sempre entra em cena para fazer um trabalho. No nosso caso, escolhemos um trabalho de faxineiro”. 

Erickson Almeida em outra cena do infantil Herolino, O Faxineiro. Foto Ariane Artioli

“O aspecto primordial da minha direção foi a construção das transições e o desenvolvimento da dramaturgia em conjunto com o artista”, relata Ronaldo Aguiar. “A criação de conflitos, exemplificada pelo momento em que a placa luminosa convida o trabalhador a ingressar no universo circense, foi um dos eixos centrais. O objetivo principal consistiu em materializar a visão do artista em uma dramaturgia coesa, integrando todos os números do seu repertório de maneira poética e cômica, de modo a garantir a fluidez do espetáculo e a ausência de intervalos desconexos entre as cenas.”

Durante o processo de criação, a principal solicitação do diretor ao intérprete foi o cuidado com a leveza. “Pedi ele conferisse ao trabalho de palhaço uma maior delicadeza e um humor mais ingênuo”, diz Aguiar. “Como Erickson é um artista físico e um palhaço notável, com grande domínio acrobático, o objetivo era imprimir uma carga de poesia e sensibilidade ao seu trabalho, o que ele executou com maestria. Sua dedicação ao processo foi exemplar; foi um artista pesquisador e criador fundamental, com quem estabeleci um diálogo artístico extremamente profundo. Sinto muito orgulho deste espetáculo e desejo que ele ainda tenha uma vida longa.”

Serviço

Herolino, o Faxineiro

Teatro João Caetano. Rua Borges Lagoa, 650

Sábados e domingos, 16h. R$ 10

Até 30 de agosto (estreia 1ª de agosto)

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Ficha Técnica

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Serviço

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