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Atelier de Cultura completa dez anos com musicais que privilegiam elencos infantis

Sinopse

Empresa de entretenimento montou grandes espetáculos como “Annie”, “Escola do Rock” e “Matilda”

Por Ubiratan Brasil

A primeira produção, A Madrinha Embriagada, estreou em agosto de 2013, marcando oficialmente o início das atividades do Atelier de Cultura, produtora de espetáculos musicais que nasceu no momento em que o Sesi anunciou um curso de formação de profissionais do setor.

Com direção de Miguel Falabella (responsável também pela adaptação do original da Broadway The Drowsy Chaperone), o musical foi orçado em R$ 12 milhões e foi bancado pelo Sesi/Fiesp sem uso de recursos de leis de incentivo. Falabella, aliás, trouxe o tom de brasilidade que se tornou a marca dos principais trabalhos do Atelier – aqui, a trama foi transposta dos Estados Unidos para a São Paulo dos anos 1920, quando a economia da cidade crescia vertiginosamente e ainda era o ponto de vivência dos principais artistas modernistas.

Cena de A Madrinha Embriagada, primeira produção do Atelier de Cultura (2013). Foto Caio Gallucci

Falabella deu um toque nacional também na produção seguinte, O Homem de La Mancha (2014-2018), talvez o mais bem acabado dos espetáculos da Atelier. Dessa vez, o encenador trouxe o mundo onírico de Miguel de Cervantes para a instituição psiquiátrica onde floresceu a arte de Bispo do Rosário. Um perfeito casamento de ideias.

Foi em 2018 que o Atelier iniciou sua série de espetáculos que destacavam o elenco infantil. Primeiro com uma nova versão de A Noviça Rebelde, novamente dirigida e concebida por Charles Möeller e Cláudio Botelho. Depois, com Annie, novamente dirigida por Falabella, que capitaneou um elenco formado por várias crianças, além da participação de Ingrid Guimarães.

O Homem de La Mancha (2014-2018), grande sucesso do Atelier de Cultura. Foto João Caldas Fº

O caminho estava aberto e o Atelier contou com a decisiva colaboração do diretor canadense John Stefaniuk que, com Billy Elliot (2019), iniciou uma série de bem sucedida produções que destacavam o talento de um elenco jovem: Charlie e a Fantástica Fábrica de Chocolate (2021) e Matilda (2023). Stefaniuk logo revelou o dom de descobrir o potencial de seus atores, mesmo os adultos, como mostrou em Evita Open Air (2022), espetáculo que venceu o desafio de ser apresentado ao ar livre, e Wicked (2023), versão atualizada de um dos mais amados musicais.

Evita Open Air (2022), o primeiro musical a céu aberto a ser montado no Brasil. Foto João Caldas Fº

O canadense só não assinou a versão de Escola do Rock (2019), que foi dirigida pelo argentino Mariano Detry, que acertou ao apostar no talento de Arthur Berges como protagonista, o professor que aposta no ensino musical como lição de aceitação.

Em uma década, o Atelier (em parceria com o Instituto Artium a partir de 2021) produziu dez espetáculos que se distribuíram em 15 temporadas. Nesse período, foram gerados 3.682 empregos diretos de profissionais da cultura e ainda outros 22 mil empregos indiretos na indústria, no comércio e no turismo do país.

Seus espetáculos foram assistidos por mais de 1,5 milhão de espectadores, das mais diferentes origens, idades e pontos de vista. Desses, mais de 610 mil assistiram às produções com ingressos distribuídos gratuitamente a 3.053 instituições que atendem pessoas em situação de vulnerabilidade social.

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Ficha Técnica

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Serviço

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