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Beto Sargentelli homenageia o pai e Elvis Presley em “O Rei do Rock – O Musical”

Sinopse

Ator, que produz ao lado de Gustavo Nunes e também é autor do roteiro original, conta como a influência paterna foi decisiva na criação do espetáculo

Por Ubiratan Brasil

Antes mesmo de as cortinas do espetáculo O Rei do Rock – O Musical se abrirem, o ator e produtor Beto Sargentelli conversa rapidamente com o público. Já caracterizado como Elvis Presley, ele explica o motivo de estar ali, no palco do Teatro Claro Mais SP. Em poucos minutos, Sargentelli emociona e ganha a cumplicidade dos espectadores.

“Em 1985, meu pai, conhecido como Betão, gravou uma fita cassete para minha mãe em que ele cantava músicas gravadas por Elvis. Noivaram-se, casaram-se e, alguns anos depois, eu nasci na melhor e mais batalhadora família do mundo, crescendo embalado por risos, lágrimas e a voz de minha mãe, meu pai e de Elvis”, conta ele, em depoimento que também figura em sua conta no Facebook.

“Oito anos atrás perdi meu Elvis, meu pai, meu amor… e há 7 escrevo O Rei do Rock como uma homenagem aos meus super heróis. Cheguei a procurar espetáculos prontos na época, mas não existiam e não existe na Broadway nenhum. Havia apenas um contando o trecho da história inicial ou de um episódio específico na Sun Records, mas nenhum com a profundidade e totalidade da história que eu buscava. Então arregacei as mangas e varei madrugadas pesquisando e roteirizando.”

Stepan Nercessian e Beto Sargentelli em O Rei do Rock – O Musical. Foto Stephan Solon

Beto conta que seu plano era estrear em 2020, mas a pandemia da covid paralisou o mundo. Assim, ele continuou burilando o texto, que recebeu um ganho substancial quando o ator visitou Graceland, a mansão localizada em Memphis, Tennessee, nos Estados Unidos, que pertenceu a Elvis. Impregnado pelo espírito do eterno rei do rock, Beto conseguiu aprimorar sua interpretação. “Esse espetáculo, para mim, não é só uma peça. É muito mais do que isso”, admite.

Dirigido por João Fonseca, O Rei do Rock – O Musical acompanha trajetória do roqueiro, desde sua primeira gravação em disco, aos 18 anos, até sua prematura morte em 1977, aos 42. “Meu interesse sempre foi na trajetória pessoal do Elvis e não apenas na celebridade”, conta Beto. “Claro que evidenciamos o homem que foi um dos ícones culturais mais significativos do século XX, mas também o homem que se sentiu incompleto durante toda a vida, com a perda do irmão gêmeo, Jesse, que nasceu 35 minutos antes dele, mas natimorto.”

Com isso, Elvis tornou-se próximo dos pais, criando um estreito vínculo especialmente com a mãe, Gladys Love Presley. “Ela dizia que Elvis deveria valer por dois, o que mostramos em cenas em que ele conversa com o irmão.” Também importante é a amizade com B.B. King, que conheceu Elvis antes de ele se tornar famoso e o enaltecia por ajudar a popularizar a música gospel, especialmente canções spiritual afro-americanas.

Cena de ensaio de em O Rei do Rock – O Musical. Foto Stephan Solon

“Elvis dizia que não era o Rei do Rock, pois havia artistas mais importantes, como o próprio B.B. King. E, além deste e dos familiares, estão no musical figuras importantes na trajetória de Elvis, como a cantora gospel Sister Rosetta Tharpe, cuja mistura única de letras espirituais e guitarra elétrica foi extremamente importante para as origens do rock and roll”, comenta o ator.

Em cena, Beto impressiona pelos detalhes que evocam Elvis, não apenas no visual (especialmente o topete e as costeletas), mas no tom de voz, que muda à medida que o personagem vai envelhecendo. “Musicalmente fui tão eclético quanto ele, ouvindo música popular, rock, Folk, R&B, tocando e cantando todos os estilos com meu pai. São muitas as conexões especiais.”

Elvis Presley é apontado tanto como barítono e também tenor, fruto de um raro equilíbrio – o chamado registo – e de um leque vocal com uma amplitude muito vasta. “Vai do gospel ao rock, sempre com um timbre muito particular.”

O elenco contribui para que o musical ganhe mais emoção. Stepan Nercessian interpreta o antagonista da história, o Coronel Tom Parker, gerente pessoal, comercial e financeiro de Presley, moldando toda a trajetória de sua carreira, do início ao fim, contribuindo para alcançar a fama, mas também reforçando sua fragilidade emocional.

Bel Moreira interpreta Priscilla Presley, enquanto Danilo Moura vive B.B King. Já Aline Cunha emociona como Rosetta Tharpe, assim como Stella Maria Rodrigues brilha como Gladys Presley. Romis Ferreira interpreta Vernon Presley, Rafael Pucca alterna os papeis de Sam Phillips/Frank Sinatra, além de Nathalia Serra (Ann Margret), Luiz Pacini (Scotty), Gui Giannetto (Bill), Aquiles (Milton Berle), Rafael de Castro (James), Jéssica Stephens (Penny) e Neusa Romano (Suzie Atkins).

Em agosto, estreia outro espetáculo inspirado no cantor americano: o Teatro Santander vai receber Elvis – A Musical Revolution, que também abordará sua trajetória. Miguel Falabella vai dirigir a montagem e, por ora, o único nome confirmado no elenco é o de Luiz Fernando Guimarães como o Coronel Tom Parker.

Serviço

O Rei do Rock – O Musical

Teatro Claro Mais SP. Shopping Vila Olímpia. R. Olimpíadas, 360

Quintas e Sextas, 20h. Sábados, 16h30 e 20h30. Domingos, 15h30 e 19h30. R$ 75 / R$ 350

Patrocínio: Bradesco Seguros e PremieRpet

Até 19 de maio

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Ficha Técnica

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Serviço

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