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Vladimir Brichta estreia em monólogo com peça que discute a paternidade; veja vídeo

Sinopse

“O Menor Palco do Mundo” traz uma experiência pessoal do autor australiano Kim Crotty, mas ganha um toque de brasilidade com a vivência do ator

Por Ubiratan Brasil (publicada em 14 de outubro de 2026)

Quando Vicente, seu filho caçula, deixou a casa onde vivia com os pais, o ator Vladimir Brichta percebeu que sua situação se aproximava do tema da peça que planejava montar. “Passei a pensar mais na paternidade e na distância dos filhos, o que é tratado pelo australiano Kim Crotty no seu monólogo O Menor Palco do Mundo“, comenta Brichta, que encena o espetáculo no Teatro Vivo, em São Paulo.

Crotty inspirou-se em um problema pessoal para escrever o texto. Ele decidiu se mudar para a Inglaterra para ficar mais perto dos dois filhos pequenos, que viviam com a mãe depois da separação. Certa madrugada, porém, a polícia foi ao seu apartamento e o prendeu por um ato ilegal no Reino Unido: cultivar cannabis em casa.

Vladimir Brichta na peça O Menor Palco do Mundo. Foto Julia Mataruna

Durante os dois anos em que esteve preso, Crotty escreveu contos ficcionais para os filhos, uma forma de manter contato com os meninos. O Menor Palco do Mundo, portanto, traz um lado lúdico mas também reflexivo, com o dramaturgo australiano refletindo sobre o papel paterno na educação dos filhos, especialmente na relação à distância.

A trama motivou Brichta a escolher a peça para estrear em um monólogo. “Fui tocado de imediato pela premissa do espetáculo, um homem, um pai, que comete um erro e precisa pagar por ele. Mas o preço não contabilizado é a distância dos filhos que tanto ama e também uma reflexão profunda sobre paternidade e amor, sob o signo da dor da distância, mas também do lúdico do diálogo e da conexão com nossos filhos quando pequenos”, diz.

Com a aprovação de Crotty, a versão nacional, que tem a dramaturgia de Luiz Felipe Reis e Paula Picarelli, acrescentou dados da história de Brichta e sua relação com os filhos, o torna o espetáculo único e original.

“A peça é um conjunto de elaborações que ocorre a partir de um improvável encontro cênico entre um autor australiano e um ator brasileiro. Pais que precisam lidar, por diferentes razões, com a distância em relação a seus filhos, e a partir daí enfrentam a própria solidão, isolamento, a saudade, o vazio, a fragilidade e a impotência diante de acontecimentos menores ou maiores, até o ponto inevitável, sem escape, em que precisam olhar e adentrar o teatro das suas próprias vidas, olhar sem desvios pras suas próprias histórias, escolhas e crenças em busca, quem sabe, de uma possível transformação”, afirma Reis, também diretor do solo.

A experiência de atuar em um monólogo tem sido gratificante para o ator. “Um relato tão pessoal e comovente como o de Kim só faria sentido aqui, do outro lado do mundo, se também permeado por alguma pessoalidade de quem a conta, com as particularidades de se viver no Brasil. Estou muito feliz de trazer aos palcos um relato tão afetivo de Kim Crotty e igualmente feliz de diminuir a distância geográfica em nome de algo universal como amor e paternidade.”

Serviço

O Menor Palco do Mundo

Teatro Vivo. Avenida Chucri Zaidan, 2460

Sextas e sábados, 20h. Domingos, 18h. R$ 150

Até 13 de dezembro (estreou em 10 de outubro)

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Ficha Técnica

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Serviço

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