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“Tina – Tina Turner, o Musical” conta a história de sucesso e dor da cantora

Sinopse

Espetáculo traz números musicais espetaculares e interpretações precisas de Analu Pimenta e César Mello

Por Ubiratan Brasil (publicada em 3 de março de 2026)

Tina – Tina Turner, o Musical, em cartaz no Teatro Santander, em São Paulo, se equilibra entre dois fortes sentimentos. Biografia da cantora considerada a rainha do rock, o espetáculo traz uma trilha sonora repleta de clássicos que marcaram gerações, como The Best, What’s Love Got To Do With It?, Private Dancer e Proud Mary. Por outro lado, a história da artista foi marcada por violência doméstica, racismo, preconceito de idade e misoginia.

“Tina foi uma sobrevivente de 16 anos violência doméstica”, comenta a inglesa Katherine Hare, diretora internacional associada, responsável para que a montagem brasileira seja a mesma que a britânica. “Abordar essas questões com sensibilidade é um desafio, assim como garantir que a companhia seja apoiada nessa jornada, já que para muitos deles são coisas que os afetam diretamente.”

César Mello em Tina – Tina Turner, o Musical. Foto Caio Gallucci

Sua missão é tratar de questões delicadas com sensibilidade. Até se tornar a mais vibrante cantora da história da música, Tina Turner (1939-2023) enfrentou uma infância marcada pela violência e pelo abandono da mãe. Adolescente, o poder de sua voz é descoberto por Ike Turner (1931-2007), que cria seu nome artístico mas alimenta um casamento turbulento, marcado por abusos físicos e emocionais graves durante 16 anos.

Criado em Londres, o musical aclamado pela crítica teve sua estreia mundial em abril de 2018 e posteriormente quebrou todos os recordes de bilheteria no Aldwych Theatre, no West End de Londres. Para alcançar tal sucesso, o espetáculo depende de um elenco competente na interpretação e também na cantoria. É o que marca a montagem brasileira, capitaneada por Analu Pimenta como Tina e César Mello no papel de Ike.

Aos 39 anos, Analu garante uma profundidade real à jornada da cantora. “Espero há anos por esse papel”, conta a atriz que foi selecionada duas vezes para interpretar Tina na Espanha, mas a pandemia da covid impediu que a produção se realizasse. Cantora antes de se tornar atriz, ela fez vários shows em que incluía o repertório da americana, o que garantiu um conhecimento vocal e também coreográfico, necessários para sua precisa interpretação, marcada por uma incrível semelhança.

Já o desafio de César Mello é o de interpretar um homem ao mesmo tempo sedutor e violento. “Ike me impôs uma série de barreiras e a primeira foi enfrentar a sombra que ele representava”, explica o ator. “Foi abusado na infância por uma tia, diagnosticado como bipolar e usava cocaína não para ficar chapado mas poder trabalhar noites seguidas.”

Para viver um personagem tão complexo, Mello ensaiou também cenas de luta para reproduzir momentos delicados, como as agressões contra Tina e o próprio filho. “No começo, não foi fácil, chorava e não conseguia. Como o auxílio de dois preparadores, passei a compreender melhor as situações.”

O musical começa e termina com Tina se preparando para o show que fez no Maracanã, em 1988, mais de 180 mil pessoas, a maior plateia paga para uma artista solo na época. “Espero que o musical faça justiça ao mostrar o quão grande foi esse show. Claro que não dá para colocar 180 mil pessoas aqui, mas fazemos o nosso melhor para mostrar: os últimos 15 minutos do musical são um pouco daquele show e é realmente emocionante. O espectador espera até chegar a esse ponto para conferir Tina em toda a sua glória”, diz Katherine Hare.

Serviço

Tina – Tina Turner, o Musical

Teatro Santander. Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041

Quartas, Quintas e Sextas-feiras, 20h. Sábados, 16h e 20h. Domingos, 15h e 19h. R$ 50 / R$ 450

Até 12 de julho (estreou 26 de fevereiro)

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Ficha Técnica

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Serviço

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