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Exclusivo: Beto Sargentelli prepara musical original sobre Elvis Presley

Sinopse

Ator e produtor iniciou projeto em 2017 e já tem a aprovação dos responsáveis pela obra do cantor para espetáculo com 32 canções

Por Ubiratan Brasil

Observadores atentos notaram as discretas mudanças no visual do ator Beto Sargentelli, sinais que já apontam para seu próximo projeto: no final da terceira temporada do espetáculo Os Últimos Cinco Anos, que terminou no dia 27 de agosto novamente com sucesso, os cabelos ganharam um topete, enquanto próximos às orelhas as costeletas vêm sendo fartamente cultivadas. “Poderia acrescentar a jaqueta de couro, mas ela já faz parte da minha rotina”, diverte-se Sargentelli, que se prepara para seu maior desafio: criar, produzir e protagonizar um musical sobre Elvis Presley.

Beto Sargentelli como Elvis Presley. Visagismo de Marcos Padilha. Foto Gabriel Mor

Trata-se de uma empreitada gigantesca – e antiga. Desde criança, quando cantava ao lado de seu saudoso pai, Beto já maturava o projeto de viver o Rei do Rock no palco. Até que, em 2017, quando ensaiava 2 Filhos de Francisco – O Musical, ele começou de fato a fazer as pesquisas. Como não descobriu nenhuma produção oficial na Broadway que pudesse adaptar, Sargentelli começou a rascunhar o próprio texto, algo original que ganhou fôlego quando os responsáveis pela marca Elvis deram sinal verde. “Foram três anos de conversa e, nesse período, os americanos aprovaram praticamente tudo.”

Ele já iniciou a captação e Elvis, o Musical do Rei do Rock pode estrear até o final deste ano ou no primeiro semestre de 2024. Serão 32 canções, apresentadas integralmente ou apenas fragmentos, que vão cobrir a vida e a carreira do cantor, que (dizem) morreu precocemente em 1977, aos 42 anos.

“Estou mais interessado na trajetória pessoal do Elvis e não apenas na celebridade”, conta Beto. “Claro que pretendo evidenciar o homem que foi um dos ícones culturais mais significativos do século XX, mas também o homem que se sentiu incompleto durante toda a vida, com a perda do irmão gêmeo, Jesse, que nasceu 35 minutos antes dele, mas natimorto.”

O ator Beto Sargentelli vivendo Elvis Presley. Visagismo de Marcos Padilha. Foto Gabriel Mor

Com isso, Elvis tornou-se próximo dos pais, criando um estreito vínculo especialmente com a mãe, Gladys Love Presley. “Ela dizia que Elvis, portanto, deveria valer por dois, o que mostro em cenas em que ele conversa com o irmão.”

Outro detalhe do roteiro preparado por Sargentelli mostra o encontro de Elvis com B.B. King, que o conheceu antes de se tornar famoso e o enaltecia por ajudar a popularizar a música gospel e especialmente canções spiritual afro-americanas. “Elvis dizia que não era o Rei do Rock, pois havia artistas mais importantes, como o própio B.B. King. E, além deste e dos familiares, estão no musical figuras importantes na trajetória de Elvis, como a cantora gospel Sister Rosetta Tharpe, cuja mistura única de letras espirituais e guitarra elétrica foi extremamente importante para as origens do rock and roll.”

Não faltará, claro, a figura do Coronel Tom Parker, que viria a empresariá-lo por mais de duas décadas de uma forma condenável para muitos especialistas e que ganhou destaque com a interpretação de Tom Hanks no recente filme dirigido por Baz Luhrmann.

Aos 30 anos, Beto Sargentelli saboreia um grande momento de sua carreira, com duas indicações ao Prêmio Bibi Ferreira – e ambas como ator: por West Side Story e por Bonnie & Clyde, sua mais recente produção pessoal. Portanto, ele está no momento ideal para viver Elvis Presley dos 18 aos 38 anos, desde a ascensão quando jovem até a turbulência que marcou o final de sua trajetória. “O movimento da perna é importante, pois ele improvisava os movimentos para esconder o nervosismo que fazia com que sua perna tremesse demais”, conta. “E, com o trabalho de visagismo, consigo interpretá-lo mesmo quando estava mais velho e acima do peso”, comenta o ator, que também cuida de um ponto essencial: a voz.

Arte mostra Beto Sargentelli como Elvis Presley. Visagismo de Marcos Padilha. Foto Gabriel Mor

Elvis Presley é apontado tanto como barítono e também tenor, fruto de um raro equilíbrio – o chamado registo – e de um leque vocal com uma amplitude muito vasta. “Vai do gospel ao rock, sempre com um timbre muito particular”, observa Sargentelli, que há anos já canta informalmente como Elvis, o que sempre lhe rendeu elogios.

Primeiro ao lado o pai, Roberto, figura querida e essencial em sua trajetória – sua morte ainda é uma lacuna difícil de fechar. Depois em momentos de descontração como em 2017, quando ensaiava 2 Filhos de Francisco – o Musical, sob a direção de Breno Silveira, já falecido. “Em um determinado momento, o Breno disse que eu estava cantando mais como Elvis Presley que como o Zezé Di Camargo, que era meu papel”, relembra. “Levei um susto, mas também percebi que era um projeto que deveria assumir em algum momento da minha vida.”

Beto já rascunha a escalação do elenco, assim como a equipe criativa, especialmente a direção. Certo mesmo, tanto na produção como na interpretação, deverá ser a presença de Eline Porto, sua grande companheira no palco e na vida. Ela também foi indicada ao Prêmio Bibi Ferreira, como melhor atriz por Bonnie & Clyde, e ainda lança seu primeiro álbum nesta quinta-feira, 14.

Para conhecer a precisão de seu trabalho criativo, veja vídeo em que Beto Sargentelli interpreta e canta como Elvis Presley a canção Love Me Tender. Gabriel Mor assina a foto e o vídeo, o visagismo é de Marcos Padilha. O designer gráfico tem assinatura de Caio Bonicontro. Direção audiovisual e produção executiva de Eline Porto e edição e produção executiva de Lucas Mello. A realização é da H Produções Culturais, que agradece a All Of Jazz.

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Ficha Técnica

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Serviço

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